Balneário Camboriú lança projeto do Parque Inundável em junho 2026

Publicado por [email protected] em 5 de junho de 2026 às 22:51. Atualizado em 5 de junho de 2026 às 22:51.

Balneário Camboriú colocou nesta semana um novo tema no centro do debate público: o Parque Inundável do Rio Camboriú, projeto tratado como estratégico para água, drenagem e controle de cheias.

O assunto ganhou força após um encontro promovido pela OAB local dentro da Semana do Meio Ambiente, reunindo gestores, técnicos, representantes da Emasa e entidades da bacia.

A discussão abre um novo capítulo para duas cidades vizinhas que dependem do mesmo rio e convivem, há anos, com pressão sobre abastecimento, ocupação urbana e riscos climáticos.

Debate reúne prefeitos, OAB e Emasa em Balneário Camboriú

Segundo o portal o debate ocorreu na terça-feira, 2 de junho, com foco nos impactos ambientais, urbanos e sociais do parque.

Participaram a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, além de integrantes do Comitê do Rio Camboriú.

A Emasa foi representada pelo diretor-presidente Auri Pavoni e por servidores da área técnica e jurídica, sinalizando peso institucional ao projeto.

O encontro foi apresentado como parte do esforço para ampliar o diálogo com a comunidade e explicar etapas, benefícios e efeitos previstos para a bacia hidrográfica.

  • prevenção de cheias;
  • segurança hídrica;
  • preservação ambiental;
  • redução de impactos urbanos.
Projeto inovador do Parque Inundável em Balneário Camboriú para 2026
Foto: Divulgação / Notícias Camboriú

Por que o parque inundável entrou no radar regional

O projeto é visto como peça-chave porque Balneário Camboriú e Camboriú compartilham a mesma bacia e dependem do Rio Camboriú para abastecimento e equilíbrio ambiental.

No debate, a prefeitura classificou a iniciativa como um avanço histórico, ao associar o parque à qualidade de vida e à proteção contra alagamentos.

Na prática, parques inundáveis funcionam como áreas preparadas para receber volumes extras de água em períodos críticos, reduzindo pressão sobre regiões urbanizadas.

Isso ajuda a explicar por que o tema deixou de ser apenas ambiental e passou a ser tratado também como assunto de planejamento urbano e defesa civil.

  1. o rio é compartilhado por dois municípios;
  2. eventos extremos elevam o risco de cheias;
  3. a expansão urbana pressiona drenagem e ocupação do solo;
  4. o abastecimento depende da saúde da bacia.

Projeto se conecta ao calendário ambiental e à agenda da cidade

O debate ocorreu na mesma semana em que Balneário Camboriú abriu ações ligadas ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com atividades públicas e mobilização institucional.

Em outra frente, a prefeitura também anunciou mais de 120 ações previstas para os 62 anos do município, reforçando a estratégia de combinar agenda cultural com entregas públicas.

Nesse contexto, o parque inundável surge como obra de perfil menos festivo, mas com potencial de impacto estrutural para moradores e visitantes.

O tema também conversa com a pressão histórica sobre recursos hídricos e com a necessidade de coordenação entre municípios vizinhos, órgãos técnicos e sociedade civil.

O que observar a partir de agora

O principal ponto será acompanhar se o debate técnico avança para cronograma, licenciamento, fontes de recursos e definição mais clara das etapas executivas.

Também será decisivo medir como Balneário Camboriú e Camboriú dividirão responsabilidades políticas, ambientais e operacionais num projeto com reflexos regionais.

Enquanto isso, a cidade mantém a pauta ambiental em evidência. Na semana passada, uma ação conjunta da Anvisa em Balneário Camboriú já havia mostrado presença forte de órgãos públicos em temas de saúde e fiscalização.

Se o parque sair do papel com governança estável, pode se tornar um dos projetos mais relevantes de 2026 para a resiliência hídrica do litoral norte catarinense.

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