Balneário Camboriú colocou nesta semana um novo tema no centro do debate público: o Parque Inundável do Rio Camboriú, projeto tratado como estratégico para água, drenagem e controle de cheias.
O assunto ganhou força após um encontro promovido pela OAB local dentro da Semana do Meio Ambiente, reunindo gestores, técnicos, representantes da Emasa e entidades da bacia.
A discussão abre um novo capítulo para duas cidades vizinhas que dependem do mesmo rio e convivem, há anos, com pressão sobre abastecimento, ocupação urbana e riscos climáticos.
Debate reúne prefeitos, OAB e Emasa em Balneário Camboriú
Segundo o portal o debate ocorreu na terça-feira, 2 de junho, com foco nos impactos ambientais, urbanos e sociais do parque.
Participaram a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, além de integrantes do Comitê do Rio Camboriú.
A Emasa foi representada pelo diretor-presidente Auri Pavoni e por servidores da área técnica e jurídica, sinalizando peso institucional ao projeto.
O encontro foi apresentado como parte do esforço para ampliar o diálogo com a comunidade e explicar etapas, benefícios e efeitos previstos para a bacia hidrográfica.
- prevenção de cheias;
- segurança hídrica;
- preservação ambiental;
- redução de impactos urbanos.

Por que o parque inundável entrou no radar regional
O projeto é visto como peça-chave porque Balneário Camboriú e Camboriú compartilham a mesma bacia e dependem do Rio Camboriú para abastecimento e equilíbrio ambiental.
No debate, a prefeitura classificou a iniciativa como um avanço histórico, ao associar o parque à qualidade de vida e à proteção contra alagamentos.
Na prática, parques inundáveis funcionam como áreas preparadas para receber volumes extras de água em períodos críticos, reduzindo pressão sobre regiões urbanizadas.
Isso ajuda a explicar por que o tema deixou de ser apenas ambiental e passou a ser tratado também como assunto de planejamento urbano e defesa civil.
- o rio é compartilhado por dois municípios;
- eventos extremos elevam o risco de cheias;
- a expansão urbana pressiona drenagem e ocupação do solo;
- o abastecimento depende da saúde da bacia.
Projeto se conecta ao calendário ambiental e à agenda da cidade
O debate ocorreu na mesma semana em que Balneário Camboriú abriu ações ligadas ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com atividades públicas e mobilização institucional.
Em outra frente, a prefeitura também anunciou mais de 120 ações previstas para os 62 anos do município, reforçando a estratégia de combinar agenda cultural com entregas públicas.
Nesse contexto, o parque inundável surge como obra de perfil menos festivo, mas com potencial de impacto estrutural para moradores e visitantes.
O tema também conversa com a pressão histórica sobre recursos hídricos e com a necessidade de coordenação entre municípios vizinhos, órgãos técnicos e sociedade civil.
O que observar a partir de agora
O principal ponto será acompanhar se o debate técnico avança para cronograma, licenciamento, fontes de recursos e definição mais clara das etapas executivas.
Também será decisivo medir como Balneário Camboriú e Camboriú dividirão responsabilidades políticas, ambientais e operacionais num projeto com reflexos regionais.
Enquanto isso, a cidade mantém a pauta ambiental em evidência. Na semana passada, uma ação conjunta da Anvisa em Balneário Camboriú já havia mostrado presença forte de órgãos públicos em temas de saúde e fiscalização.
Se o parque sair do papel com governança estável, pode se tornar um dos projetos mais relevantes de 2026 para a resiliência hídrica do litoral norte catarinense.
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