Balneário Camboriú retira outdoor polêmico com cueca branca

Publicado por [email protected] em 11 de junho de 2026 às 22:52. Atualizado em 11 de junho de 2026 às 22:52.

Balneário Camboriú entrou em uma nova polêmica nesta semana após a prefeitura determinar a retirada de um outdoor com a imagem de um homem usando cueca branca em via pública.

A decisão foi tomada sob a alegação de que a peça publicitária teria conteúdo sexualmente explícito ou caráter pornográfico, interpretação contestada pelo autor do anúncio.

O caso ganhou repercussão depois que a prefeitura notificou o fotógrafo no dia 2 de junho e deu prazo de 24 horas para remoção.

Como começou a controvérsia

A peça foi criada pelo fotógrafo Eberson Teodoro para divulgar seu trabalho com ensaios masculinos. No outdoor, aparecia o modelo e bailarino Marcos Vinícius vestindo apenas uma cueca branca.

Segundo o relato publicado pela imprensa, o anúncio ficou exposto por cerca de duas semanas, embora a contratação previsse permanência de um mês no espaço publicitário.

O material também trazia a frase “não estamos vendendo cueca” e direcionava o público ao site do fotógrafo, com objetivo comercial ligado à divulgação de ensaios.

  • Autor da peça: Eberson Teodoro
  • Modelo retratado: Marcos Vinícius
  • Prazo dado pela prefeitura: 24 horas
  • Tempo de exibição informado: cerca de 15 dias
Capa do artigo sobre a controvérsia em Balneário Camboriú
Foto: Divulgação / Notícias Camboriú

Argumentos da prefeitura e reação do fotógrafo

A notificação partiu da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, segundo a reportagem, com aviso de possível multa em caso de descumprimento.

O movimento ocorreu após atuação do vereador Alessandro Teco, que pediu a retirada do conteúdo com base em regras municipais sobre publicidade em áreas públicas.

Na mesma cobertura, o fotógrafo afirmou que seu trabalho não se enquadra em pornografia e classificou a interpretação como desproporcional diante da imagem exibida.

Também foi destacado que a prefeitura já havia endurecido regras sobre conteúdo sexual ou erótico em espaços públicos municipais em 2025, embora esse ato trate de eventos e não especificamente de outdoors.

  • A prefeitura apontou possível conteúdo impróprio
  • O fotógrafo negou teor pornográfico
  • O caso envolve interpretação da norma local
  • A retirada ocorreu antes de eventual multa

O ponto jurídico e a brecha citada no debate

A discussão se concentra na leitura da legislação municipal mencionada no episódio. Segundo a apuração, a norma proíbe publicidade pornográfica ou de sexo explícito em áreas públicas.

Ao mesmo tempo, a própria reportagem apontou uma exceção relevante: anúncios de moda íntima ou praia não estariam automaticamente enquadrados nessa vedação.

Isso abriu espaço para a principal controvérsia do caso: se a imagem de um modelo de cueca configura campanha de moda íntima ou publicidade imprópria para exibição urbana.

  1. Houve instalação regular do outdoor.
  2. Um vereador questionou o conteúdo.
  3. A prefeitura notificou o responsável.
  4. O anúncio foi removido para evitar sanções.

Impacto local e próximos desdobramentos

O episódio expõe um debate maior em Balneário Camboriú sobre limites da publicidade, liberdade estética e critérios administrativos para remover campanhas comerciais das ruas.

Além da discussão moral, o caso envolve segurança jurídica para anunciantes, que dependem de regras claras para planejar campanhas e evitar prejuízos financeiros inesperados.

O fotógrafo informou ter pago R$ 1 mil pela veiculação de um mês. Como o outdoor saiu antes do prazo, o valor restante deverá ser reaproveitado em outro anúncio.

No portal oficial do município, a administração mantém publicações sobre normas, decretos e serviços municipais, o que deve concentrar eventuais manifestações futuras sobre o caso.

Até agora, a polêmica transforma uma peça publicitária em novo teste para a forma como Balneário Camboriú pretende regular imagem, espaço público e expressão comercial em 2026.

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