A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, colocou a crise de moradia no centro do debate urbano ao afirmar que trabalhadores com renda de até R$ 15 mil não conseguem pagar aluguel na cidade.
A declaração foi publicada pela Folha em 26 de junho de 2026 e apareceu junto de um recado político: a prefeitura quer usar o novo plano diretor para abrir espaço a imóveis menores.
O movimento cria um fato novo no debate local. Em vez de anunciar obras ou nomeações, a gestão passa a admitir publicamente que o modelo imobiliário de alto padrão exclui parte da força de trabalho.
O que Juliana Pavan disse sobre o mercado imobiliário
Na entrevista, Juliana Pavan rejeitou a comparação automática entre Balneário Camboriú e Dubai e afirmou que trabalhadores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 15 mil não conseguem pagar aluguel no município.
Segundo ela, parte desses profissionais precisa morar em cidades vizinhas, como Camboriú e Itajaí, para continuar trabalhando em Balneário Camboriú.
A fala expõe uma contradição central da cidade. O mesmo mercado que impulsiona arranha-céus, turismo e valorização extrema do metro quadrado também pressiona moradores e trabalhadores essenciais.
- Renda de até R$ 15 mil já é insuficiente para muitos aluguéis locais.
- O problema atinge trabalhadores formais, não apenas famílias de baixa renda.
- A pressão habitacional empurra moradores para municípios vizinhos.

Como o novo plano diretor entra nessa discussão
A resposta da prefeitura passa pelo redesenho urbano. De acordo com a reportagem, o plano diretor foi atualizado após 19 anos para permitir unidades menores, inclusive com um quarto.
A mudança altera uma trava histórica da legislação local, que antes não estimulava apartamentos compactos. Com isso, a administração tenta ampliar a oferta de moradias mais acessíveis.
Na prática, a aposta não é baratear o metro quadrado de luxo. O objetivo é reduzir o valor final das unidades por meio de imóveis menores e menos sofisticados.
Esse eixo urbanístico se conecta a outra agenda recente da prefeitura, que vem defendendo modernização administrativa e novos instrumentos de gestão, como mostrou o destaque dado ao BC Digital no Congresso Catarinense de Cidades Digitais.
- Permissão para apartamentos menores.
- Possível ampliação de habitações de interesse social.
- Participação do setor privado na nova oferta habitacional.
Por que a declaração tem peso político em 2026
O peso da fala está no reconhecimento oficial do problema. Prefeitos de cidades valorizadas costumam destacar recordes de preço; Juliana Pavan preferiu admitir o efeito colateral desse modelo.
Isso reposiciona o debate público em Balneário Camboriú. A discussão deixa de ser apenas sobre crescimento vertical e passa a incluir permanência de trabalhadores, mobilidade pendular e pressão regional.
Há ainda um contraste simbólico. Em abril, a gestão comemorou que Balneário Camboriú ficou entre os 7% dos municípios com melhor gestão de resíduos, mas agora o foco migra para a sustentabilidade social da cidade.
Se a nova legislação conseguir estimular oferta real de moradia compacta, a fala poderá marcar uma inflexão concreta. Se não sair do discurso, virará apenas diagnóstico tardio de uma crise já visível.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe [email protected]. O Notícias Camboriú reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.
Sobre o Autor:
Editor: [email protected]
Transparência: Política Editorial | Política de Uso de IA | Política de Correções | Contato
