Juliana Pavan propõe reunião sobre transporte coletivo em BC até outubro

Publicado por [email protected] em 9 de setembro de 2026 às 23:01. Atualizado em 9 de setembro de 2026 às 23:01.

A prefeita Juliana Pavan abriu uma nova frente de debate em Balneário Camboriú ao pedir à Câmara uma reunião pública sobre o próximo contrato do transporte coletivo municipal.

O movimento ocorre enquanto a prefeitura prepara o Pregão Eletrônico 01/2026, conduzido pela BC Trânsito, com promessa de ampliar linhas, horários, frota e quilometragem mensal.

O tema ganha peso político e administrativo porque atinge diretamente a Tarifa Zero, uma das vitrines da gestão, e pode redefinir a operação do sistema nos próximos anos.

Novo contrato mira expansão da Tarifa Zero

Em ofício enviado ao Legislativo, a prefeitura informou que o novo certame prevê contrato com vigência de três anos, além de reforço operacional no serviço.

Segundo o documento, a atual gestão já promoveu redução do custo do quilômetro rodado de R$ 16,95 para R$ 13,80.

O mesmo texto afirma que houve inclusão de 50 novos horários e mais quatro veículos, elevando a quilometragem mensal de 60 mil para 93 mil quilômetros.

Para a próxima etapa, a projeção oficial é chegar a 109 mil quilômetros por mês, com frota ampliada para 28 ônibus e criação de nova linha.

  • Contrato planejado para 3 anos
  • Ampliação da frota para 28 ônibus
  • Previsão de nova linha no sistema
  • Meta de 109 mil km rodados por mês
Reunião sobre transporte coletivo em BC, liderada por Juliana Pavan, programada até outubro
Foto: Divulgação / Notícias Camboriú

Por que Juliana Pavan quer reunião pública

No ofício, a prefeita sustenta que a discussão deve ser técnica, transparente e participativa, com escuta de moradores, trabalhadores, vereadores e entidades representativas.

A administração diz que a audiência serviria para coletar sugestões antes da consolidação do edital, num momento em que o transporte gratuito ainda passa por ajustes operacionais.

A proposta também busca blindar politicamente a licitação, ao dividir com a sociedade a discussão sobre oferta de ônibus, frequência, cobertura territorial e qualidade do serviço.

Na prática, a prefeitura tenta transformar a futura contratação em política pública estável, e não apenas em solução emergencial para manter a Tarifa Zero funcionando.

  1. A prefeitura apresenta os números da operação atual
  2. A população aponta falhas e gargalos
  3. O edital pode incorporar ajustes
  4. O novo contrato segue para execução

Contexto regional pressiona a agenda de mobilidade

O debate ocorre em meio à pressão mais ampla por integração regional, especialmente na ligação entre Balneário Camboriú e Camboriú, onde mobilidade virou pauta recorrente.

Em entrevista publicada no início de setembro, Juliana afirmou que desafios como mobilidade, balneabilidade e moradia acessível estão entre os principais eixos da administração.

Isso ajuda a explicar por que o transporte coletivo aparece como peça central: ele conversa com trânsito, acesso ao emprego, deslocamentos escolares e conexão entre bairros.

Também há um componente institucional, porque o sistema pode dialogar com estruturas regionais já formalizadas, como o consórcio interfederativo de saúde da Foz do Rio Itajaí, que mostra a lógica de cooperação entre municípios.

O que observar daqui para frente

Os próximos passos serão decisivos para medir se a gestão conseguirá transformar promessa de expansão em melhora perceptível na rua, sobretudo nos horários de maior demanda.

Os pontos mais sensíveis envolvem regularidade, tempo de espera, cobertura de bairros afastados e capacidade de manter o modelo gratuito sem perda de qualidade.

Se a reunião pública avançar, o debate deve antecipar críticas e reduzir contestação futura ao edital, algo relevante em contratos de alto impacto cotidiano.

Para Juliana Pavan, a disputa agora não é apenas anunciar expansão, mas provar que a Tarifa Zero pode crescer com planejamento, previsibilidade e operação sustentada.

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