A Empresa Municipal de Água e Saneamento, a Emasa, recebeu um estudo técnico que pode destravar futuras obras de dragagem no Rio Camboriú, em Balneário Camboriú.
O levantamento foi apresentado à prefeita Juliana Pavan na terça-feira, 2 de junho, e mira um problema antigo: o mau cheiro relatado por moradores da Barra e da Barra Sul.
Segundo a prefeitura, o material identifica pontos críticos de assoreamento e baixa profundidade, abrindo caminho para projetos executivos, análise legal e eventual contratação de serviços.
O que o estudo mostrou sobre o leito do Rio Camboriú
O trabalho foi desenvolvido pela Universidade Sinergia, de Navegantes, com participação do professor Marcos Müller e acompanhamento técnico da equipe da Emasa.
De acordo com a administração municipal, o levantamento batimétrico usou drone com sensores para mapear o leito e localizar áreas mais sensíveis ao acúmulo de sedimentos.
Um dos pontos mais relevantes foi a identificação de trechos com apenas 20 centímetros de lâmina d’água na região entre a Rua 3700 e a Avenida Normando Tedesco.
- Mapeamento de áreas rasas no rio
- Identificação de acúmulo de lodo
- Base técnica para futura dragagem
- Foco em impactos sobre odor e circulação da água
Em reportagem publicada no início de junho, o estudo aponta trechos críticos com profundidade muito baixa e forte concentração de material orgânico.

Por que a dragagem entrou novamente na agenda pública
A principal hipótese técnica é que a dragagem em pontos estratégicos aumente a fluidez da água e reduza o acúmulo de lodo nas áreas mais afetadas.
Isso pode ajudar a diminuir o odor percebido por moradores das duas margens, especialmente em locais onde a circulação hídrica já é considerada limitada.
No portal oficial de notícias do município, a prefeitura listou a apresentação do estudo entre os fatos mais recentes de 3 de junho de 2026.
Ainda assim, o estudo não significa obra imediata. Ele funciona como etapa preliminar para decisões administrativas, ambientais, orçamentárias e jurídicas.
- Recebimento e análise formal do material
- Tratativas para doação técnica do estudo à Emasa
- Incorporação ao escopo de projetos
- Avaliação de contratação para dragagem futura
Próximos passos e impacto para moradores da Barra e Barra Sul
A prefeitura informou que Emasa e Universidade Sinergia devem iniciar as tratativas legais para que o levantamento seja oficialmente incorporado ao acervo técnico da autarquia.
Com isso, a companhia municipal ganha uma base mais sólida para justificar intervenções, buscar licenças e definir quais trechos exigem prioridade.
O tema também conversa com a pressão histórica por requalificação ambiental do rio, que influencia paisagem urbana, navegação local e qualidade de vida no entorno.
Em material institucional sobre serviços e estrutura do município, a prefeitura mantém a Emasa entre os órgãos centrais da gestão pública local.
Para os moradores, o efeito concreto dependerá da velocidade com que o estudo virar projeto, licença e obra. Por enquanto, a novidade é técnica, mas politicamente relevante.
Ela recoloca o Rio Camboriú no centro da agenda municipal com um dado objetivo: há pontos rasos, assoreados e com forte carga orgânica que já foram mapeados.
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