A Prefeitura de Balneário Camboriú marcou para esta quarta-feira, 28 de maio, uma oficina participativa sobre o Parque Inundável do Rio Camboriú. O encontro abre nova etapa pública de discussão ambiental.
A reunião ocorre após a administração municipal informar que o projeto recebeu R$ 73 milhões do PAC e teve documentos atualizados entregues à Caixa Econômica Federal em fevereiro.
O tema foge da agenda recente de turismo, saúde e fiscalização urbana. Agora, o foco está em uma obra de infraestrutura hídrica que pretende reduzir cheias e ampliar segurança ambiental.
Oficina pública recolhe contribuições antes de novo avanço técnico
Segundo a prefeitura, a oficina foi convocada para ouvir moradores, entidades e interessados sobre o estudo ambiental ligado ao Parque Inundável.
O município informou que a oficina participativa acontece em 28 de maio e integra a fase de escuta pública do empreendimento.
A proposta envolve Balneário Camboriú e Camboriú, já que o sistema está ligado à bacia do Rio Camboriú, responsável pelo abastecimento regional.
Na prática, o projeto tenta responder a dois problemas recorrentes: enchentes em períodos chuvosos e escassez de água em momentos de estiagem.
- Controle de cheias na bacia hidrográfica
- Melhoria da segurança hídrica
- Recuperação ambiental de áreas sensíveis
- Uso futuro para lazer e educação ambiental

Projeto saiu do papel com verba federal e contrapartida municipal
O Parque Inundável ganhou tração neste ano, quando a gestão municipal anunciou a entrega dos projetos readequados à instituição financeira responsável pela análise técnica.
De acordo com comunicado oficial, os projetos atualizados foram entregues à Caixa Econômica Federal em 26 de fevereiro.
Nessa etapa, a Caixa passa a avaliar a documentação para futura liberação dos recursos federais, dentro do eixo de prevenção a desastres climáticos.
Além da verba do PAC, Balneário Camboriú já garantiu contrapartida própria no planejamento plurianual. Isso reduz o risco de o projeto ficar apenas no papel.
- Captação federal confirmada
- Projetos técnicos readequados
- Análise documental pela Caixa
- Escuta pública com a população
- Próximas etapas de licenciamento e execução
Por que a obra é estratégica para Balneário Camboriú
O avanço do parque tem peso regional porque o Rio Camboriú abastece duas cidades e sofre pressão crescente com expansão urbana e demanda sazonal.
A própria prefeitura informou, em material anterior, que a obra entrou no PPA 2026-2029 com contrapartida de R$ 12,46 milhões.
Somada ao aporte federal, essa estrutura financeira reforça o caráter prioritário do empreendimento dentro da política local de prevenção climática.
Se a tramitação avançar sem novos atrasos, o parque poderá se tornar a principal intervenção hídrica da região em anos recentes.
Para Balneário Camboriú, a oficina desta semana vale como termômetro político e técnico. A adesão popular pode influenciar o ritmo das próximas decisões.
O que observar a partir de agora
Os próximos movimentos devem envolver consolidação das contribuições públicas, análise técnica da Caixa e definição das etapas executivas do projeto.
Também será decisivo acompanhar eventuais prazos de licenciamento, desapropriações, ajustes de engenharia e o cronograma de liberação dos recursos federais.
Em uma cidade pressionada por eventos extremos e demanda crescente por água, o Parque Inundável deixa de ser promessa antiga e volta ao centro do debate.
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