Balneário Camboriú voltou ao noticiário nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, por um movimento no mercado imobiliário da região. O foco, porém, está do outro lado da BR-101.
Um projeto em Camboriú, vizinho direto da cidade, anunciou nova fase de expansão com impacto potencial sobre a dinâmica urbana e econômica do entorno de BC.
Segundo reportagem publicada nesta manhã, o empreendimento Colinas de Camboriú projeta R$ 10 bilhões em Valor Geral de Vendas e prepara R$ 500 milhões em lançamentos ao longo de 2026.
Projeto mira público da região de BC
O bairro planejado foi apresentado como uma alternativa ao modelo de forte verticalização que marcou Balneário Camboriú nas últimas décadas.
De acordo com a aposta de R$ 10 bilhões em um bairro planejado ao lado de Balneário Camboriú, o empreendimento tem 900 mil metros quadrados.
Desse total, 400 mil metros quadrados são de Mata Atlântica preservada, segundo os responsáveis pelo projeto, que já entregaram a infraestrutura inicial.
A proposta inclui casas, prédios de até 16 andares, comércio, serviços, escola, praças e fiação subterrânea.
- Área total de 900 mil metros quadrados
- 796 lotes no masterplan
- Mais de 90% dos lotes vendidos
- Nova leva de lançamentos prevista para 2026

Por que isso importa para Balneário Camboriú
Embora o endereço formal esteja em Camboriú, o projeto mira moradores, investidores e famílias com rotina ligada diretamente a Balneário Camboriú.
A localização, na Várzea do Ranchinho, fica a poucos minutos do centro de BC e a cerca de cinco quilômetros da orla, segundo a publicação.
Esse dado reforça uma tendência regional: o crescimento urbano ultrapassa limites administrativos e passa a conectar moradia, mobilidade e valorização imobiliária entre cidades vizinhas.
A própria prefeitura de Balneário Camboriú já vinha destacando, em ações recentes, a necessidade de reorganizar frentes urbanas e ambientais, como ocorreu com a inclusão do Parque Inundável Multiuso da Bacia do Rio Camboriú no PPA 2026-2029.
- Pressão por novas áreas residenciais
- Busca por bairros menos adensados
- Integração crescente entre BC e Camboriú
- Valorização de terrenos fora da orla
Números mostram mudança de eixo
Os empreendedores afirmam que os primeiros lotes começaram a ser vendidos em 2019, por cerca de R$ 328 mil.
Agora, terrenos semelhantes se aproximam de R$ 1,5 milhão, numa valorização acumulada superior a 400%, conforme os dados divulgados pelos sócios.
Em Balneário Camboriú, a discussão sobre ocupação do solo segue no centro da agenda pública, especialmente após a sequência de pautas municipais sobre planejamento urbano, obras e uso do espaço.
A leitura do mercado é que a região entra em uma fase de diversificação. De um lado, BC mantém o apelo dos arranha-céus. De outro, Camboriú tenta capturar demanda por menor densidade.
- Balneário Camboriú segue como vitrine do alto padrão vertical
- Camboriú ganha força com bairros planejados
- Investidores passam a olhar o entorno com mais atenção
- Mobilidade regional tende a virar fator decisivo
O que observar a partir de agora
O avanço dos lançamentos em 2026 deve indicar se essa estratégia terá força suficiente para redesenhar parte do mercado residencial da região.
Se a nova fase confirmar vendas robustas, Balneário Camboriú pode sentir reflexos indiretos em preços, fluxo pendular e perfil da expansão urbana metropolitana.
Para uma cidade que já convive com solo escasso e alta verticalização, o entorno imediato virou peça central na próxima disputa por crescimento.
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