Balneário Camboriú e Camboriú aceleraram nesta semana um projeto fora da rotina da orla: a implantação do Parque Inundável Multiuso na bacia do Rio Camboriú.
A iniciativa ganhou novo peso após o lançamento oficial da licitação pelo consórcio regional, com participação da Emasa e das duas prefeituras.
O avanço recoloca no centro do debate uma obra de macrodrenagem tratada como estratégica para reduzir cheias e ampliar a capacidade de resposta urbana.
Licitação recoloca parque inundável no radar regional
A Emasa informou que o lançamento oficial da licitação ocorreu na segunda-feira, 14 de setembro, com articulação do CIM-Amfri e dos municípios vizinhos.
O projeto mira a bacia do Rio Camboriú, área sensível para o escoamento das águas e para episódios de alagamento em períodos de chuva forte.
Na prática, o parque inundável funciona como uma estrutura capaz de receber excesso de água em momentos críticos, reduzindo pressão sobre a drenagem convencional.
Embora o nome remeta a lazer e urbanismo, o eixo principal é técnico: retenção hídrica, segurança urbana e adaptação a eventos extremos.
- Participam do arranjo Balneário Camboriú, Camboriú, CIM-Amfri e Emasa.
- O foco é a bacia hidrográfica do Rio Camboriú.
- A frente de trabalho combina drenagem, planejamento urbano e prevenção.

Por que a obra virou prioridade em 2026
O tema ganhou urgência num município que convive com episódios recorrentes de maré alta, chuvas intensas e sobrecarga em pontos urbanos vulneráveis.
Documentos públicos mostram que a previsão orçamentária de 2026 reservou mais de R$ 12,4 milhões para o Parque Inundável Multiuso da bacia.
Esse volume indica que a proposta deixou de ser apenas estudo preliminar e entrou em estágio compatível com contratação e execução faseada.
Também pesa o histórico regional de enchentes rápidas, que afetam mobilidade, comércio, moradias e serviços em municípios conurbados.
- Redução de picos de cheia.
- Melhoria do manejo de águas pluviais.
- Integração entre infraestrutura e uso público do espaço.
Relação com balneabilidade e sistema urbano
O parque não resolve sozinho os desafios ambientais de Balneário Camboriú, mas se conecta a uma agenda mais ampla de saneamento e drenagem.
Relatório técnico do IMA registrou que 10 pontos foram analisados em 8 de setembro de 2026 na Praia Central, com monitoramento semanal por determinação judicial.
Esse dado ajuda a entender por que obras estruturantes ganharam prioridade política e operacional em 2026.
Drenagem deficiente, ocupação intensa e redes sobrecarregadas formam um conjunto que pressiona tanto rios quanto a faixa costeira.
Por isso, técnicos tratam o parque como peça complementar, e não isolada, dentro de uma engrenagem que inclui esgoto, drenagem e controle territorial.
O que observar nas próximas etapas
O mercado agora deve acompanhar prazos, empresas interessadas, modelo executivo e fontes efetivas de financiamento após a abertura da licitação.
Outro ponto decisivo será o cronograma real de obras, já que intervenções desse porte costumam avançar por etapas e depender de licenças e desapropriações.
Para moradores e setor produtivo, o indicador mais concreto será a capacidade do projeto de sair do papel com metas públicas e entregas mensuráveis.
- Publicação e tramitação da concorrência.
- Definição da contratada ou consórcio executor.
- Execução por fases com fiscalização intermunicipal.
Se o calendário avançar sem atrasos relevantes, Balneário Camboriú pode encerrar 2026 com a principal obra preventiva contra cheias em curso na bacia do Rio Camboriú.
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