Balneário Camboriú e Camboriú avançaram neste mês em um dos projetos mais estratégicos do litoral catarinense: o Parque Inundável Multiuso na Bacia do Rio Camboriú.
O movimento ganhou novo peso após o lançamento oficial da licitação, com investimento estimado em R$ 95,2 milhões e foco em segurança hídrica e prevenção de enchentes.
A obra envolve prefeituras, Emasa, CIM-Amfri e recursos do Novo PAC. O tema é diferente de anúncios culturais, saúde, praias, trânsito e programas sociais já cobertos antes.
Licitação recoloca obra hídrica no centro da agenda regional
Segundo a Prefeitura de Camboriú, o processo foi apresentado em 14 de setembro, em ato público próximo à área prevista para a implantação do empreendimento.
O projeto foi descrito como resposta a dois problemas históricos: cheias em períodos de chuva intensa e falta de água em fases de estiagem prolongada.
De acordo com a administração municipal, a concorrência foi lançada com orçamento estimado em R$ 95.213.261,53, valor que inclui verba federal e contrapartida regional.
- Municípios envolvidos: Camboriú e Balneário Camboriú
- Coordenação: CIM-Amfri
- Apoio técnico: Emasa
- Fonte principal dos recursos: Novo PAC

O que está previsto no Parque Inundável Multiuso
O desenho do projeto prevê um dique de aproximadamente 1,6 mil metros de extensão e até 7,6 metros de altura.
Na prática, a estrutura deve formar uma reserva de água bruta para ajudar na regularização da vazão do Rio Camboriú durante períodos secos.
Em dias de chuva forte, o sistema foi planejado para reter grandes volumes de água e reduzir o impacto das cheias nas áreas urbanas abaixo do empreendimento.
Além da função hídrica, a proposta inclui recuperação ambiental, ciclovia, passeios internos, iluminação, estacionamentos e áreas de lazer.
- Reserva de água para estiagem
- Amortecimento de enchentes
- Recuperação de áreas degradadas
- Estrutura urbana e ambiental integrada
Prazos, dinheiro e próximos passos da concorrência
A abertura da concorrência eletrônica está marcada para 13 de outubro de 2026, por meio da plataforma Bolsa de Licitações do Brasil, conforme o anúncio oficial.
O prazo estimado para execução é de 31 meses, contado a partir da emissão da ordem de início dos serviços.
Na mesma publicação, a prefeitura informou que a Emasa também vinha tratando de soluções para interferências de oleoduto na área do Parque Inundável, ponto considerado relevante para o avanço da obra.
Isso indica que, além da disputa licitatória, o cronograma depende de ajustes técnicos e encaminhamentos administrativos nas próximas etapas.
- Abertura das propostas em outubro
- Definição da empresa ou consórcio vencedor
- Desapropriações e liberações complementares
- Emissão da ordem de serviço
Por que o projeto virou um fato relevante para Balneário Camboriú
Balneário Camboriú depende diretamente da Bacia do Rio Camboriú para abastecimento, o que torna a segurança hídrica tema estrutural para moradores, turismo e mercado imobiliário.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2017 e teve primeira versão executiva concluída em 2019, mas passou anos sem sair do papel.
Agora, com a retomada institucional, o caso se conecta a uma agenda mais ampla de adaptação climática. Em Santa Catarina, o monitoramento ambiental e hídrico segue no radar de órgãos estaduais, reforçando a pressão por infraestrutura preventiva.
Se o cronograma avançar sem novos entraves, Balneário Camboriú pode entrar em 2027 com a maior obra regional de contenção e reservação de água já colocada em execução.
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