Balneário Camboriú e Camboriú abriram uma nova frente de infraestrutura regional com o lançamento da licitação do Parque Inundável Multiuso na Bacia do Rio Camboriú.
O projeto, apresentado em 14 de setembro, prevê investimento estimado em R$ 95,2 milhões e mira dois problemas históricos: enchentes e falta de água.
A iniciativa surge como um fato diferente no noticiário local e recoloca a segurança hídrica no centro das decisões urbanas das duas cidades.
Licitação coloca obra hídrica em fase decisiva
Segundo a Prefeitura de Camboriú, o processo licitatório foi lançado oficialmente em 14 de setembro de 2026.
O empreendimento será implantado na bacia do Rio Camboriú, com coordenação do CIM-Amfri e participação direta das prefeituras de Camboriú e Balneário Camboriú.
A abertura da concorrência eletrônica está marcada para 13 de outubro de 2026, pela plataforma Bolsa de Licitações do Brasil.
O prazo previsto para execução é de 31 meses, contado a partir da emissão da ordem de início dos serviços.
- Valor estimado total: R$ 95.213.261,53
- Recursos federais do Novo PAC: R$ 73,3 milhões
- Coordenação: CIM-Amfri
- Participação local: Camboriú, Balneário Camboriú e Emasa

Como o parque deve funcionar na prática
O projeto prevê um dique de aproximadamente 1,6 mil metros de extensão e até 7,6 metros de altura.
Na estiagem, a estrutura deverá ajudar a regularizar a vazão do rio e ampliar a reserva de água bruta usada no abastecimento regional.
Em períodos de chuva forte, o sistema foi desenhado para reter grandes volumes e reduzir o impacto das cheias nas áreas urbanas abaixo da obra.
Além da função hidráulica, o parque terá uso urbano e ambiental, com recuperação de áreas degradadas, ciclovia, passeios e espaços de lazer.
- Controle de enchentes
- Reserva hídrica para estiagens
- Recuperação ambiental
- Estrutura de lazer e mobilidade
Por que a obra ganhou peso político e técnico
O tema deixou de ser apenas planejamento. Agora, entrou em fase concreta de contratação, o que eleva a pressão por cronograma, desapropriações e entrega.
De acordo com a publicação oficial, Balneário Camboriú mantém o projeto entre os assuntos estratégicos da administração municipal.
A proposta começou a ser desenvolvida em 2017, teve versão executiva concluída em 2019 e passou por estudos ambientais e atualizações técnicas.
O relançamento em 2026 mostra que o projeto saiu da etapa conceitual e passou a depender, principalmente, da disputa licitatória e da execução física.
- Lançamento da licitação em 14 de setembro
- Abertura da concorrência em 13 de outubro
- Definição da empresa ou consórcio vencedor
- Início das obras após ordem de serviço
O que muda para Balneário Camboriú
Para Balneário Camboriú, a obra tem efeito direto sobre abastecimento, planejamento urbano e resposta a eventos climáticos extremos.
O avanço ocorre num momento em que a região acompanha indicadores ambientais, como as medições atualizadas de maré e condições costeiras em setembro de 2026.
Na prática, a aposta é reduzir vulnerabilidades de uma área metropolitana pressionada por crescimento populacional, turismo intenso e demanda elevada por água.
Se o cronograma for mantido, o Parque Inundável poderá se tornar a principal obra regional de prevenção hídrica e enchentes em andamento no litoral norte catarinense.
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