A Prefeitura de Balneário Camboriú colocou em fase preparatória o desassoreamento do Rio das Ostras, após a chegada da draga ao canteiro de obras no Bairro da Barra na segunda-feira, 21 de setembro.
Segundo o município, o equipamento deve começar a operar em cerca de 20 dias, se o clima colaborar e as estruturas de contenção, tubulações e serviços ambientais forem concluídos no prazo.
A intervenção mira um dos pontos mais sensíveis para alagamentos na cidade e abre uma nova frente de prevenção antes do período de chuvas mais intensas.
O que está em andamento no Rio das Ostras
De acordo com a prefeitura, a draga chegou ao canteiro de obras em 21 de setembro e marcou o avanço da preparação para a dragagem.
O trecho contemplado fica entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes e Emanuel Rebelo dos Santos, em uma área com histórico de transbordamentos durante chuva forte.
O município afirmou que a obra não vai alterar o curso do rio. A meta é recuperar a capacidade hidráulica e melhorar o escoamento das águas.
- Chegada da draga ao canteiro no Bairro da Barra
- Execução prévia de estruturas de contenção
- Instalação de tubulações no trecho da intervenção
- Serviços ambientais antes do início da dragagem

Por que a obra ganhou prioridade
O entorno do Rio das Ostras já aparece em documentos técnicos municipais como área sujeita a inundação e solapamento, especialmente entre os bairros São Judas Tadeu e Barra.
Em diagnóstico socioambiental usado pelo poder público, o setor de risco 08 inclui 24,90 hectares no eixo do Rio das Ostras, com registro de inundação e erosão de margem.
Isso ajuda a explicar por que a prefeitura trata o desassoreamento como medida de prevenção, não apenas como manutenção urbana rotineira.
Além da retirada de sedimentos, o projeto prevê gabiões em pontos de margem com erosão. A solução busca conter desgaste do terreno e dar estabilidade ao canal.
- Reduzir transbordamentos em episódios de chuva intensa
- Melhorar a vazão do rio em trechos críticos
- Conter erosão nas margens mais vulneráveis
- Criar base de monitoramento ambiental de longo prazo
Monitoramento ambiental e próximos passos
Os levantamentos ambientais começaram ainda na pré-obra, com coletas de água e sedimentos para formar uma linha de base sobre as condições atuais do rio.
Segundo a administração municipal, esse acompanhamento continuará durante a intervenção e pelos cinco anos seguintes, o que amplia a pressão por resultados mensuráveis.
Em paralelo, a cidade informou nesta semana que mais de 1,3 mil bocas de lobo foram limpas na primeira quinzena de setembro, sinalizando ação combinada contra alagamentos.
Na prática, o sucesso da obra dependerá de três fatores centrais: ritmo da preparação, janela climática favorável e capacidade de manter a drenagem urbana funcionando no entorno.
- Conclusão das contenções e tubulações
- Liberação operacional da draga no canteiro
- Início da dragagem no trecho delimitado
- Acompanhamento ambiental contínuo após a obra
Se o cronograma for mantido, Balneário Camboriú entra em outubro com uma intervenção estratégica em andamento num dos corredores hídricos mais pressionados da cidade.
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