A Prefeitura de Balneário Camboriú começou a preparar uma nova regra técnica para o Parque Raimundo Malta. O objetivo é definir quantas pessoas podem visitar a área por dia sem pressionar os ecossistemas locais.
O estudo foi contratado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e está sendo executado pela Univali. A análise ganhou peso após o parque registrar aumento expressivo de circulação no último ano.
Segundo informações divulgadas pelo município, 56.423 visitantes passaram pelo parque entre agosto de 2025 e julho de 2026, mais que o dobro do volume medido no levantamento usado no plano anterior.
Estudo vai fixar limite diário de visitação
A pesquisa começou em julho e deve ser concluída em outubro. O resultado servirá de base para decisões da prefeitura sobre uso público e conservação ambiental.
Na prática, o estudo busca indicar o maior número de visitantes possível com o menor impacto sobre trilhas, vegetação, solo, fauna e áreas úmidas.
O parque é uma unidade de conservação de proteção integral. Por isso, a definição de capacidade de carga é tratada como etapa essencial para evitar desgaste progressivo do espaço.
- Capacidade física de uso das áreas
- Condições biológicas e ecológicas do ambiente
- Estrutura administrativa para receber o público
Além da pressão ambiental, a prefeitura quer medir a experiência do visitante. A percepção de superlotação também entra na conta técnica da análise.
Crescimento do público mudou o cenário do parque
O novo movimento no Raimundo Malta alterou o patamar de gestão exigido da unidade. O plano de manejo concluído em 2018 usava uma base bem menor de frequentadores.
Naquele documento, havia contabilização de 27.406 visitantes em dez meses. Agora, a circulação recente mostra um parque mais procurado para lazer e educação ambiental.
O espaço reúne trilhas, viveiro de mudas, horto de plantas medicinais e deck de observação. Esse conjunto aumenta a atratividade, mas também exige monitoramento permanente.
De acordo com a própria administração municipal, o estudo atende às diretrizes do plano de manejo e às normas de gestão de unidades de conservação, o que reforça o peso técnico da medida.
- Preservação de manguezal e Mata Atlântica
- Controle de impactos do uso recreativo
- Planejamento de visitação sustentável
Próximo passo será revisar o plano de manejo
Depois da conclusão do estudo, a Secretaria de Meio Ambiente deve iniciar os preparativos para atualizar o plano de manejo do parque, revisão que já deveria ter ocorrido em 2023.
Essa atualização tende a influenciar regras de visitação, monitoramento ambiental, sinalização e eventuais ajustes na operação cotidiana da unidade.
O avanço ocorre em um momento de maior atenção à gestão urbana e ambiental em Balneário Camboriú. Em outra frente local, o município também mantém intervenções simultâneas em mobilidade e fiscalização, indicando pressão crescente sobre espaços públicos.
Se o diagnóstico confirmar excesso em dias de pico, a cidade poderá adotar limites operacionais. Se houver margem segura, o parque ganhará um parâmetro oficial para crescer sem perder qualidade ambiental.
- Conclusão do estudo prevista para outubro
- Apresentação técnica aos gestores e conselho
- Início da revisão do plano de manejo
O ponto central é simples: Balneário Camboriú quer ampliar o uso do parque, mas com um número sustentável. A decisão agora deixa de ser estimativa e passa a depender de critério técnico.
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