A Emasa abriu um novo capítulo no saneamento de Balneário Camboriú ao concluir a primeira etapa de um processo para tratar o lodo gerado na ETE Nova Esperança.
Segundo a prefeitura, a empresa municipal habilitou participantes do PMI nº 001/2026, voltado à busca de soluções tecnológicas para pós-tratamento, valorização e destinação final do resíduo.
O movimento cria um desdobramento prático após a entrega da estrutura de esgoto e mira um ponto sensível: o que fazer, com escala industrial, com o material retirado do tratamento.
O que a Emasa decidiu nesta semana
A informação foi oficializada em 24 de setembro de 2026, quando a Emasa concluiu a primeira etapa do PMI nº 001/2026.
Na prática, o procedimento serve para mapear alternativas de mercado antes de uma futura modelagem técnica ou contratação pública.
O foco está no lodo produzido pela Estação de Tratamento de Esgoto Nova Esperança, um dos principais ativos recentes do sistema municipal de saneamento.
- pós-tratamento do lodo;
- valorização do resíduo;
- destinação final ambientalmente adequada;
- identificação de tecnologias disponíveis.
Esse tipo de chamamento não significa contratação imediata, mas indica que a autarquia quer comparar soluções e reduzir risco técnico antes de avançar.

Por que o tema ganhou peso em Balneário Camboriú
A discussão ocorre dias depois de a própria Emasa reforçar a operação do sistema com a entrega de uma nova estrutura preliminar de esgoto.
De acordo com a prefeitura, a nova Estação Preliminar foi apresentada em 17 de setembro para aumentar a capacidade de resposta da Emasa, sobretudo em períodos de maior movimento turístico.
Mais esgoto tratado também significa maior necessidade de gestão do subproduto sólido gerado no processo.
Por isso, a decisão sobre o lodo deixou de ser um assunto periférico e passou a integrar o centro da estratégia operacional do município.
- crescimento sazonal da demanda na alta temporada;
- pressão por eficiência ambiental;
- necessidade de previsibilidade operacional;
- redução de passivos no ciclo do tratamento.
Quais impactos a medida pode trazer
Se o PMI resultar em soluções viáveis, Balneário Camboriú poderá estruturar uma política mais definida para o resíduo, com ganhos ambientais e operacionais.
Isso pode incluir rotas de reaproveitamento, redução de volume destinado e critérios técnicos mais claros para futuras licitações ou parcerias.
O avanço ocorre em um momento em que a cidade também acelera obras urbanas para mitigar pontos críticos após chuvas fortes, como mostra a atualização da drenagem na Avenida do Estado, com mais de 100 metros de tubulação implantados.
Embora sejam frentes distintas, drenagem e saneamento se conectam no mesmo desafio urbano: ampliar infraestrutura antes do pico de verão.
- concluir a análise técnica das propostas habilitadas;
- comparar custos e eficiência das alternativas;
- definir o modelo mais adequado para a cidade;
- transformar o estudo em política executável.
Para o morador, o tema parece técnico. Para a gestão pública, porém, ele mexe com operação, meio ambiente, custo e capacidade de atendimento em uma cidade pressionada pela sazonalidade.
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