Balneário Camboriú avança no saneamento com novo tratamento de lodo

Publicado por [email protected] em 26 de setembro de 2026 às 19:01. Atualizado em 26 de setembro de 2026 às 19:01.

A Emasa abriu um novo capítulo no saneamento de Balneário Camboriú ao concluir a primeira etapa de um processo para tratar o lodo gerado na ETE Nova Esperança.

Segundo a prefeitura, a empresa municipal habilitou participantes do PMI nº 001/2026, voltado à busca de soluções tecnológicas para pós-tratamento, valorização e destinação final do resíduo.

O movimento cria um desdobramento prático após a entrega da estrutura de esgoto e mira um ponto sensível: o que fazer, com escala industrial, com o material retirado do tratamento.

O que a Emasa decidiu nesta semana

A informação foi oficializada em 24 de setembro de 2026, quando a Emasa concluiu a primeira etapa do PMI nº 001/2026.

Na prática, o procedimento serve para mapear alternativas de mercado antes de uma futura modelagem técnica ou contratação pública.

O foco está no lodo produzido pela Estação de Tratamento de Esgoto Nova Esperança, um dos principais ativos recentes do sistema municipal de saneamento.

  • pós-tratamento do lodo;
  • valorização do resíduo;
  • destinação final ambientalmente adequada;
  • identificação de tecnologias disponíveis.

Esse tipo de chamamento não significa contratação imediata, mas indica que a autarquia quer comparar soluções e reduzir risco técnico antes de avançar.

Avanços no saneamento em Balneário Camboriú com tratamento de lodo eficiente
Foto: Divulgação / Notícias Camboriú

Por que o tema ganhou peso em Balneário Camboriú

A discussão ocorre dias depois de a própria Emasa reforçar a operação do sistema com a entrega de uma nova estrutura preliminar de esgoto.

De acordo com a prefeitura, a nova Estação Preliminar foi apresentada em 17 de setembro para aumentar a capacidade de resposta da Emasa, sobretudo em períodos de maior movimento turístico.

Mais esgoto tratado também significa maior necessidade de gestão do subproduto sólido gerado no processo.

Por isso, a decisão sobre o lodo deixou de ser um assunto periférico e passou a integrar o centro da estratégia operacional do município.

  • crescimento sazonal da demanda na alta temporada;
  • pressão por eficiência ambiental;
  • necessidade de previsibilidade operacional;
  • redução de passivos no ciclo do tratamento.

Quais impactos a medida pode trazer

Se o PMI resultar em soluções viáveis, Balneário Camboriú poderá estruturar uma política mais definida para o resíduo, com ganhos ambientais e operacionais.

Isso pode incluir rotas de reaproveitamento, redução de volume destinado e critérios técnicos mais claros para futuras licitações ou parcerias.

O avanço ocorre em um momento em que a cidade também acelera obras urbanas para mitigar pontos críticos após chuvas fortes, como mostra a atualização da drenagem na Avenida do Estado, com mais de 100 metros de tubulação implantados.

Embora sejam frentes distintas, drenagem e saneamento se conectam no mesmo desafio urbano: ampliar infraestrutura antes do pico de verão.

  1. concluir a análise técnica das propostas habilitadas;
  2. comparar custos e eficiência das alternativas;
  3. definir o modelo mais adequado para a cidade;
  4. transformar o estudo em política executável.

Para o morador, o tema parece técnico. Para a gestão pública, porém, ele mexe com operação, meio ambiente, custo e capacidade de atendimento em uma cidade pressionada pela sazonalidade.

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