A Prefeitura de Balneário Camboriú colocou em debate, nas últimas semanas, um dos projetos mais estratégicos para a cidade: o Parque Inundável do Rio Camboriú. A iniciativa ganhou novo peso após avanços técnicos e políticos em 2026.
O tema foge dos assuntos já recentes no noticiário municipal e reúne dois pontos sensíveis para a região: segurança hídrica e prevenção de cheias. O impacto direto alcança tanto Balneário Camboriú quanto o município vizinho de Camboriú.
Em junho, a discussão voltou ao centro da agenda local depois que a OAB de Balneário Camboriú promoveu um debate público sobre os reflexos ambientais, urbanos e sociais do parque, reunindo autoridades, técnicos e representantes da Emasa.
Projeto avança após recursos do PAC e contrapartida municipal
O Parque Inundável é tratado como uma obra estruturante para a bacia do Rio Camboriú. A proposta prevê ampliar a reserva de água bruta e reduzir o risco de enchentes.
Segundo informações já divulgadas pela administração municipal, o projeto foi contemplado pelo Novo PAC, do governo federal. A etapa atual envolve licenciamento, modelagem institucional e preparação para execução.
Em março, a prefeita Juliana Pavan sancionou a lei que incluiu a obra no Plano Plurianual 2026-2029. Com isso, ficou assegurada contrapartida de R$ 12,46 milhões por parte do município.
O pacote total previsto para a intervenção supera R$ 120 milhões. Em registros anteriores do processo, houve menção a repasse federal de R$ 73,3 milhões e possibilidade de crédito complementar.
- Ampliação da capacidade de reservação de água
- Redução de alagamentos em períodos críticos
- Proteção ambiental da bacia hidrográfica
- Criação de nova área verde de uso público

Junho marcou nova rodada de discussão técnica e comunitária
Além do debate na OAB, a prefeitura e a Emasa reforçaram em junho o convite para participação popular nas oficinas do Pacuera, documento que orienta o uso do entorno do futuro reservatório.
Esse passo é relevante porque o parque não será apenas uma estrutura hidráulica. O desenho final também precisará considerar ocupação do território, comunidades afetadas e preservação ambiental.
Em outra frente, a administração municipal apresentou um estudo técnico sobre a batimetria do Rio Camboriú, que pode orientar futuras obras de dragagem e requalificação ambiental no curso d’água.
Embora sejam iniciativas distintas, os dois movimentos apontam para uma mesma prioridade: melhorar a gestão do rio que abastece a região e sofre pressão crescente com urbanização e eventos climáticos.
- Debate jurídico e ambiental com a sociedade
- Oficinas participativas sobre o Pacuera
- Apresentação de estudos para o rio
- Integração entre Balneário Camboriú e Camboriú
O que muda para moradores e para o abastecimento
Na prática, o projeto tenta enfrentar um problema histórico. A mesma bacia que sofre com excesso de água em períodos de cheia também registra pressão sobre o abastecimento em fases de estiagem.
A avaliação do poder público é que o parque pode funcionar como resposta de médio e longo prazo. Por isso, o tema deixou de ser apenas técnico e passou a ocupar espaço político central em 2026.
Em comunicado oficial, a prefeitura afirma que a participação da comunidade é indispensável nesta fase do projeto, justamente para integrar a obra ao território e às populações do entorno.
Se o cronograma administrativo avançar sem novos entraves, Balneário Camboriú pode transformar uma antiga promessa em obra concreta. Para uma cidade dependente do Rio Camboriú, esse é um teste decisivo.
- Garantir recursos e validação técnica
- Concluir etapas ambientais e participativas
- Licitar a execução da obra
- Iniciar a implantação do parque
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